17 de maio de 2013

Sexta Literária - Prosa

A prosa, que ocorre sempre em tempos passados, tem como principais características a divisão de parágrafos bem marcada, a objetividade, que pode ser seguida de subjetividades. Além disso, a realidade é tema constante em seus escritos, utilizando, quase sempre, uma linha do tempo como embasamento para o texto, na qual interessam o mundo, como e quando as coisas acontecem, maiores descrições e detalhes acerca do assunto tratado.

Possui duas significações: pode ser a maneira que um texto é escrito, isto é, o gênero em qual ele se adequa, e neste caso recebe o nome de prosa; ou diz respeito ao seu conteúdo, ao tema a ser tratado em determinada obra. Quando tem a ver com o primeiro sentindo, vai ser oposta a verso; já relacionado ao segundo, é contrária a poesia. Vale lembrar que essas contraposições referem-se à forma. Enfim, estruturalmente existem dois tipos de texto: poesia e prosa.

Outra maneira que a prosa pode ser caracterizada é a partir das nomenclaturas contínua e descontínua. Esta última é apresentada em forma de verso, porém não tem sentido poético; é direta. No parnasianismo, repleto de descritivismo, encontra-se muitos poemas – na carcaça –, sem poesia – no intuito e sentimento. Enquanto a maneira contínua utiliza todos os espaços de uma folha de papel, contendo todo o objetivismo característico da prosa. Não se preocupa com a forma, baseia-se num texto contínuo, como o próprio nome já diz.

Além dessas duas opções em que a prosa pode ser classificada, ela ainda é dividida em conto, romance e novela. O primeiro subgênero possui uma narração breve, com poucas personagens e normalmente com um único conflito, sem maiores prolongamentos. O segundo tem um tema principal, que vai ser o conflito da história, com ramificações acerca de outros assuntos mais coadjuvantes. Sendo que se utiliza determinada época como pano de fundo para os embates em questão, além de questionamentos filosóficos. E por fim a novela, que se mantém no meio do conto e do romance em relação ao tamanho, e sua peculiaridade é quanto à marcação no decorrer do texto, causando a impressão de uma divisão por capítulos.

Porém, existe, também, a prosa poética, que nada mais é do que um texto escrito como prosa, mas funcionando como poesia, através da sensibilidade transmitida. O princípio dessa maneira de escrever, historicamente, é ligado ao simbolismo da França. No Brasil, também associa-se aos simbolistas, em especial ao poeta catarinense Cruz e Souza. Foi a partir do século XX que muitos outros poetas brasileiros seguiram a prosa poética como estilo.


Exemplo de prosa poética:

Meu Bem Mais Maléfico

Ei, meu bem, venho lhe contar que ando bem. Ando meio sem rumo, porém, ando rumo ao desconhecido. E assim me sinto bem, pois, você sabe que foi assim que te encontrei.
Ei, meu bem, venho lhe contar que conheci um outro alguém. Não melhor que você, nem pior também. Só encontrei alguém que me veio em meio ao prazer. E assim da forma que veio, foi embora na manhã seguinte.
Ei, meu bem, sinto falta de teus olhos e teus abraços até procurei em outros braços, mas, só teu carinho me consola dos males da vida. E no momento são tantos que chego a perder meu sossego.
Ei, meu bem, volta um pouco no tempo relembra nossos momento, me liga vem dizer que sentiu minha falta ou que morre de raiva por ter me conhecido.
Olha bem, como me sinto desde que se foi meu bem mais maléfico, meu ritmo um tanto pandeiro, um tanto guitarra.
Ei, meu bem, sinto sua falta.

Nina Russo



Este texto veio de:

  • pt.wikipedia.org/wiki/Prosa
  • recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/1357485
  • www.infoescola.com/generos-literarios/prosa/
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